Fernando Iazzetta

Fernando Iazzetta é professor na área de Música e Tecnologia do Departamento de Música da Escola de Artes da USP e coordenador do Laboratório de Acústica Musical e Informática (LAMI) juntamente com o Prof. Marcos Lacerda. É pesquisador do CNPq (1D) e coordenador da Pós-Graduação na Área de Musicologia na ECA/USP. Tem desenvolvido ampla atividade artística como compositor e músico eletroacústico. Suas composições http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/musica.html para diferentes formações camerísticas e meios eletrônicos foram apresentadas em diversos teatros efestivais de música no Brasil (Festivais Música Nova, Bienais de Música Brasileira Contemporânea, Encontro de Compositores Latino-Americanos, Encontro Internacional de Música Eletroacústica, FILE - Festival Internacional de Arte Eletrônica, Mostra Sesc de Artes, Dança Brasil, Mostra de Artes do Fórum Cultural Mundial, entre outros), e exterior (Festival International de Musiques et Créations Electroacoustiques, Bourges; Festival Acousmatique International, Bruxelas; Festival des zeitgenössischen brasilianischen Tanzes, entre outros), além de gravadas em CD. Nos últimos anos tem desenvolvido tecnologias e programas para performance em tempo real e realizado trilhas para espetáculos multimídia e vídeos. Desde 1996 trabalha com a coreógrafa Ivani Santana na produção de espetáculos que unem dança, imagem e música mediados por dispositivos tecnológicos.

 

Lista de obras:

Corda e cabaša

CORDA E CABAÇA é uma obra para fita em 6 canais composta em 1999 no LAMI (Laboratório de Acústica Musical e Informática) do Departamento de Música da USP. O material básico da peça são sons provenientes de um berimbau. Em sua forma tradicional de execução, o berimbau produz basicamente apenas duas alturas (um intervalo de segunda maior), mas com grande riqueza e diversidade rítmica e timbrística. Além disso, os componentes espectrais do berimbau são organizados de um modo bastante característico, permitindo a realização de interessantes tipos de manipulação sonora. A forma da peça é bastante simples. Logo ao início podem ser ouvidos pequenos fragmentos motívicos que são progressivamente manipulados de modo a gerar harmonias e nuances espectrais. Num crescendo gradual essas manipulações levam a uma textura harmônica e ritmica bastante densa que retorna aos sons originais do berimbau nos últimos segundos da peça. A construção em 6 canais auxiliada por técnicas de síntese granular são usadas para criar um espaço sonoro em contínua transformação. Corda e Cabaça foi estreada no Festival Musica Nova de São Paulo em agosto de 1999.

Dru
Interato
Percurso
Tangerina